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sexta-feira, 15 de julho de 2011

História da Moda: 1920


 Durante a I Guerra Mundial (1914-1918) os homens vão para os campos de batalha e as mulheres, até então aliendas, são as novas responsáveis pelo sustento do lar assumindo um papel mais ativo na sociedade.
Quando os sobreviventes foram para casa e o mundo tentava voltar à normalidade,  porém
 as mulheres se recusam a retornar à inércia,nasce assim uma série de movimentos em prol de sua libertação definitiva e seus direitos.
Buscaram de libertar das retrições do guarda-roupa constrição  pela primeira vez abraçam abertamente estilos mais confortáveis, como calças ,saias e cabelos curtos. Vestidos foram desenvolvidos para atender essa nova demanda bainhas foram cortadas até o joelho, a cintura marcada desapareceu assim como a marcação dos seios a fim de enfatizar a elegância juvenil, esse estilo ficou conhecido como Flapper (melindrosa).
 
Algumas pessoas tem uma visão equivocada sobre o significado do estilo Melindrosa, que é usualmente confundido com vestidos de franjas extremamente curtos usados por dançarinas de Charleston porém se refere às mulheres que mostraram uma atitude ousada e gostavam de jazz acima de sua aparência einfrigiam  às normas da sociedade em geral. 
Flapper (melindrosa) representada mulheres que adoravam saias curtas e gostava de usar  maquiagem carregada, também eram desportivas , usavam cabelo curto. Um olhar juvenil sobre o mundo feminino.
A tendência flapper  é uma combinação de ítens:
 As mulheres se dividiam entre escolher o corte "Bob"(espécie de chanel bem curtinho) ou "Eton" (corte bem mais curto geralmente usado alisado rente a cabeça e tinha um cacho de cada lado do rosto que cobria as orelhas da mulher)  ou apenas jogar seguro e ir com o famoso estilo Finger wave!
À esquerda a showgirl Louise Brooks com o corte "Bob"e à direita Josephine Baker  usando o corte "Eton".
À esquerda a showgirl Louise Brooks com o corte "Bob"e à direita Josephine Baker  usando o corte "Eton".
As mulheres Flappers, muitas vezes, arrematavam o look  com um chapéu de feltro em forma de sino chamado cloche.
Um make up de sucesso consistia em usar pó de arroz para uniformizar e clarear a pele, blush rouge, lápis para olhos bem marcados e lábios bem delineados e o indispensável batom vermelho tornaram-se  extremamente populares .

 No campo da moda as mudanças também foram drásticas. As mulheres abandonam os antigos corsets adotando um estilo de sutiã, mais leve e prático forneceu maior liberdade de movimento e é claro  que ganhou grande popularidade rapidamente.
Também abandonaram os vestidos volumosos com cintura de vespa por modelos mais soltos em linha reta, busto foi suprimido e a silhueta com o peito liso e sem quadris (boyish), era o ideal.Os ombros se tornaram mais amplos e a cintura caiu para o quadril.
Para 'achatar' o busto , as mulheres podiam usar uma espécie de bandagem ou  adotar o Symington Side Lacer, um sutiã que pode ser atado em ambos os lados e puxado para diminuir o peito.
No início da década, as saias ainda eram longas, quase até os tornozelos. A partir de  1924 as  saias tornaram-se mais curtas, chegando a metade da panturrilha, mesmo para usar à noite. As menores saias da década, paravam logo abaixo do joelho e surgiram entre 1926-1927.Outra peça importante foi o casaco wrap-around para mulheres , uma espécie de casaco transpassado  e preso do lado com a ajuda de uma fivela.
Quando falamos em moda anos 1920 a primeira estilista que vem a mente é Coco Chanel, ela foi a responsável pela criação do estilo flapper e pela adoção de peças masculinas no guarda-roupa feminino porém não foi a única de seu período, espero falar sobre outros estilistas bacanas dos anos 1920 em um sabe em um próximo post , por enquanto vamos ficar com uma seleção de peças de diversos estilistas do período.

Revistas de Moda 1920's

 Ainda no embalo dos anos 20, selecionei algumas capas de revistas que apresentam as tendêndias estéticas e de vestuário do período. Amo fotografia mas sou fascinada pelas  ilustrações de moda do início do século passado!!
VOGUE



PHOTOPLAY

HAPER'S BAZAR

THE AMERICAN MAGAZINE

domingo, 10 de julho de 2011

Figurino: Meia Noite em Paris

Esse fim de semana fui ao Cine Sabesp, cinema de rua que eu super recomendo, assistir Meia Noite em Paris e amei! Amei o cineminha com clima amistoso, a falta de fila e  correria, o roteiro, Paris :) , Woody Allen, Owen Wilson... amei também o fato da história dizer tanto e causar tanta reflexão sem ser enfadonho ou dramático. Simples, lindo e delícia assistir !
 Mas saí do cinema com a sensação de que o cartaz do filme  tinha deixado a desejar, mas ai vi o  veículado na Europa e Estados Unidos e  tudo fez sentido.
 Um cartaz com o céu impressionista de Van Gogh e o Owen Wilson caminhando pelas ruas de Paris revelam muito melhor o espírito do filme do que  essa cena 'chimfrin' de romance hollywoodiano.
 Mas enfim ... estou aqui por um motivo: O Figurino.
  A figurinista Sonia Grande  teve que enfrentar uma jornada dupla, o filme se passa em 2010 mas se conecta com flashes da década de 1920 em grande parte do tempo.
 Em uma entrevista ao The Hollywood Reporter falou sobre o processo de concepção do figurino .
"Capta tanto a moda de hoje, assim como a tendência dramática dos anos 20. Identificar as características individuais de cada personagem e identificar como isso se traduzirá para a roupa que usava era algo que fazia Grande impecável. Por exemplo, os dois interesses amorosos principal protagonista na vida de Gil (Owen Wilson) representam não apenas dois tipos de mulheres, mas dois estilos de forma original."
"Inês é uma daquelas mulheres que vem de um mundo rico e privilegiado, uma dessas mulheres burguesas que existem em qualquer um dos nossos "globalizado" países de primeiro mundo. Ela tem o bom gosto que vem de um acesso fácil às informações e capacidade econômica ou refinamento, mas perfeitamente reconhece as tendências da moda."Para compor o guarda-roupa da personagem reocorreu a marcas como Dior, Isabael Marant, Chopard, Chanel e Hermes.
 
"Como para o personagem de Marion Cotillard, a musa de 1920 sedutora: Ela é o oposto de Inês, Adriana é romântica, idealista, feminina ; uma sonhadora, mas também requintada. Ela é uma musa dedicada aos artistas e intelectuais nos anos 20.Peças do traje foram encontrados através de uma pesquisa incansável de antiguidades ,metade do mundo está em Paris, Londres, Madrid, Buenos Aires e suas boutiques. " 
E ainda deixa um conselho para aspirantes a figurinista:
 "Ao se preparar para um filme, você não escolher um olhar individual. Você pensa sobre o desenvolvimento global de cada um dos personagens, suas ações e viagens físicas e emocionais. Você realmente não pensar em moda como uma ferramenta, mas usá-la como uma ferramenta de comunicação."
Em um próximo post vamos analisar o figurino do filme ,a moda na década de 1920 e sua influência em coleções de grandes estilistas contemporâneos... Animada? Simmmmmm!